Pousada Paraíso Trombetas

Pousada Paraíso das Trombetas

A Pousada Paraíso Trombetas foi idealizada com o objetivo principal de acolher pescadores e amantes da natureza, permitindo assim que um número maior de pessoas possa desfrutar das maravilhas desta parte da Amazônia.

A Pousada conta com seis quartos quádruplos de 22 m2 (duas camas de solteiro e um beliche), todos com banheiro privativo e ar condicionado split.

Nossos barcos são equipados com motores de 15 HP, cadeiras, coletes salva-vidas e caixa térmica. Todos os piloteiros são nativos e conhecedores profundos da região. Um confortável restaurante com vista para o rio proporciona uma culinária saborosa.

Acomodações

O Rio Trombetas

Este rio de águas tépidas tem sua nascente no Suriname, e após cerca de 710 km, se encontra com o rio Amazonas próximo a cidade de Oriximiná. As águas são calmas entre a foz no rio Amazonas e a localidade de Cachoeira Porteira. Neste local há uma cachoeira de cerca de 3 a 4 metros que impede a navegação rio acima. A partir deste ponto, o rio se transforma radicalmente, apresentando inúmeras corredeiras e cachoeiras, muitas delas instransponíveis. Um habitante único desta região é o Tucunaré Porteiro (Cichla Thyrorus), presente nas pedras existentes em todo o leito do Trombetas. Os outros peixes que são facilmente capturados são Piraíba, Jau, Pirarará, Trairão, Jundiá, piranhas e bicudas, dentre outros. Um relato incrível, incluindo fotos do rio Trombetas pode ser encontrado no livro Voyage Au Trombetas do explorador francês Henri Coudreau. Este pesquisador explorou o Trombetas e a região da Cachoeira Porteira entre 7 de agosto e 25 de novembro de 1899. Uma cópia deste livro histórico está disponível em http://archive.org/

O Tucunaré

Existem atualmente 15 espécies conhecidas de tucunarés, que se distinguem basicamente pelo padrão de cores e medidas morfológicas. Dentre estas espécies o Tucunaré Porteiro, ou Cichla thyrorus, tem sido descrito como a espécie mais forte deste gênero, certamente devido ao fato de este peixe ser encontrado em meio `as corredeiras do rio Trombetas, na região acima da Cachoeira Porteira. Esta nova espécie foi descrita por Kullander e Ferreira [Kullander, S.O. and E.J.G. Ferreira, 2006. A review of the South American cichlid genus Cichla, with descriptions of nine new species. Ichthyol. Explor. Freshwat. 17(4):289-398].

Existem diversos sites contendo informações importantes e curiosidades a respeito do tucunaré, e o amigo pescador está convidado a visitar as seguintes páginas:

A Cachoeira Porteira

Na bacia do rio Trombetas existem cerca de 20 comunidades quilombolas, criadas por escravos que fugiram há mais de dois séculos das plantações de cacau. Estas comunidades viveram praticamente isoladas do restante do pais, até que estudos exploratórios para geração de energia elétrica foram iniciados na década de 1970. A hidrelétrica da Cachoeira Porteira chegou inclusive a ser incluída em um mapa do Brasil, conforme se comprova na figura abaixo. O projeto original previa uma capacidade de geração de 2350 MW, o que a colocaria entre as dez maiores usinas hidrelétricas do pais. Felizmente os planos desta construção não foram adiante permitindo que hoje nos estejamos aqui proporcionando aos amigos pescadores a oportunidade de visitar este lugar incomum. Entretanto, em 2014 o Ministério de Minas e Energia iniciou novamente o inventário energético da região.

Esta região do Trombetas possui uma população estimada em cerca de 10.000 pessoas, e abrange várias etnias indígenas tais como wai-wai, kaxuyana e tunayana. Durante os séculos de isolamento as comunidades quilombolas viveram basicamente do extrativismo, especialmente do cacau e mais recentemente da castanha do Pará. A existência da Comunidade da Cachoeira Porteira está documentada desde 1778, com registros de escravos nas plantações de cacau na região do baixo Amazonas e dos mocambos do Alto Trombetas entre 1823 e 1870.

Maiores informações sobre esta região podem ser encontradas nos seguintes sites: